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VERMIFUGAÇÃO
A
mãe pode transmitir vermes aos filhotes, tanto
pela placenta como pelo aleitamento. Vermifugar a
fêmea antes do acasalamento é uma medida
preventiva para que os filhotes nasçam livres de
vermes. Todos os filhotes devem ser vermifugados
aos 15 - 30 e 45 dias de idade. O veterinário
irá prescrever melhor o vermífugo e a dose
correta para o seu cão. Animais adultos devem ser
vermifugados com freqüência, principalmente
antes das vacinas anuais.
ÁSCARIS
São encontrados em cães e gatos. Das três espécies
- Toxocara Canis, Toxascaris leonina e Toxocara Cati - a mais importante é o T. canis, pois, além
de suas larvas migrarem no homem, podem levar a
infecções fatais em filhotes de cães. O T.
Leonina ocorre mais em cães adultos e menos em
gatos.
De
um modo geral, os áscaris são hóspedes
habituais do intestino delgado.
Os
ovos são ingeridos por um hospedeiro como o cão.
A larva se libera no intestino e cai na corrente
sangüínea. Em sua migração chega aos brônquios,
passa pela traquéia, é expulsa e deglutida de
novo, indo novamente para o intestino onde atinge
sua maturidade. Em fêmeas grávidas, as larvas são
mobilizadas, migram para o feto em desenvolvimento
e, eventualmente, alcançam o intestino dentro de
uma semana após o nascimento.
No
homem, as larvas, principalmente a T. canis, são
associadas a lesões no fígado, rins, pulmões, cérebro
e olhos. No seu animalzinho, os principais
sintomas, de acordo com a quantidade de vermes, são
pêlos eriçados, emagrecimento e falha no
crescimento dos filhotes. Freqüentemente são
barrigudos. Os vermes saem nas fezes ou através
do vômito. Podem ocorrer lesões pulmonares
levando a uma pneumonia. Os animais se cansam com
facilidade, ficam anêmicos. As fezes podem ter
muco e são pastosas. Podem ocorrer também
sintomas nervosos como ataques convulsivos,
acessos de fúria, movimentos circulares contínuos.
Geralmente o animal mantém o apetite.
ANCILOSTOMAS
Os mais comuns são Ancylostoma caninum em
cães e Ancylostoma Tubaeforme em gatos,
que podem ser adquiridos pela ingestão de água
ou alimentos contaminados e pela penetração das
larvas através da pele. Filhotes podem pegar A.
caninum através do leite da cadela.
Os
ovos de ancilostoma podem ser encontrados nas
fezes do hospedeiro cerca de 15 a 18 dias após a
infestação oral inicial. Os vermes adultos
alimentam-se da mucosa intestinais. O A. caninum e
o A.tubaeforme são os mais patogênicos para o cão
e o gato, respectivamente. Os animais perdem
sangue continuamente. Os principais sintomas são
emagrecimento, anemia grave, fraqueza e diarréia.
CESTÓIDES
O
que comumente infesta cães e gatos é o Dipylidium
Caninum. Tais animais adquirem a infecção
ingerindo pulgas. Cestódeos em cães e gatos também
podem infectar o homem, por isso sua importância
em saúde pública. Você pode ver esses vermes na
forma de proglotes grávidas (cheias de ovos),
quando se destacam dos cestóides e saem nas
fezes. As proglotes se movem lentamente nas fezes
ou no períneo (região em redor do ânus) do cão
ou gato e os proprietários acham que se parece
com um grão de arroz.
Os
sinais clínicos em altas infestações podem
variar de debilidade, mal estar, irritabilidade,
apetite inconstante, pêlos ásperos, cólicas,
diarréia suave e ataques epilépticos.
O
diagnóstico de todas essas espécies de vermes é
feito através do exame de fezes ou visualização
e reconhecimento dos mesmos.
O
tratamento é feito através de vermífugos que
existem no mercado e que são determinados pelo
veterinário que irá escolher o melhor para cada
caso. As seqüelas advindas da verminose também
devem ser tratadas pelo veterinário. A vermifugação
não deve ser feita somente quando o animal
estiver infectado. Deve ser instituída uma rotina
preventiva para animais com os mesmos vermífugos
que são utilizados no tratamento.
A
DIROFILARIOSE
ou verme do coração
É
uma doença
causada por um verme que se desenvolve dentro do
coração dos cães, e que pode atingir até 35 cm
de comprimento. Por
habitar o coração e grandes vasos sanguíneos, a
dirofilária causa obstrução à passagem do
sangue. Para compensar o problema, o coração terá
que trabalhar mais e com mais força. Com o
decorrer do tempo, haverá enfraquecimento do músculo
cardíaco que irá dilatar-se. Em consequência
disso aparecerão sinais de doença cardíaca como
perda de peso, cansaço, tosse, dificuldade de
respirar, falta de ânimo e abdômen grande, numa
fase mais adiantada da doença.
O
cão pode adquirir a dirofilária se for picado
por um mosquito infectado. E o mosquito, por sua
vez, infecta-se ao picar um cão que já tenha a
doença. As formas infectantes do verme que o
mosquito transporta e transmite ao cão podem
levar até 6 meses para se desenvolverem em larvas
adultas. O cão pode conviver com o verme durante
anos sem apresentar qualquer sinal. Porém, quando
esses sintomas aparecem, a doença já está avançada.
Existe
tratamento para a dirofilariose, mas o ideal é
que se faça o diagnóstico da doença antes dos
sinais clínicos aparecerem. Para isso, existem
exames específicos que detectam a presença de
larvas jovens da dirofilária (microfilárias) na
corrente sanguínea. Se existem larvas jovens,
isso indica a presença do verme adulto e aí o
tratamento é iniciado. Porém, mesmo eliminando o
verme, os danos que ele causou ao coração podem
ser irreversíveis.
A
melhor maneira de se evitar a dirofilariose é
fazer um esquema preventivo de tratamento. Para
isso, existem drogas que matam as pequenas larvas
que são passadas para o cão através da picada
do mosquito, impedindo que a doença se
desenvolva. Alguns medicamentos de uso contínuo
para controle de pulgas e vermes já possuem
efeito contra as larvas jovens. O tratamento é
simples, administrado por via oral.
Como
a dirofilariose está presente em áreas litorâneas,
animais que habitam ou freqüentam o litoral devem
receber o tratamento preventivo desde filhotes.
Outras áreas também podem apresentar a doença,
assim o proprietário deve informar-se com seu
veterinário sobre a necessidade ou não de
medicar o animal. Para a dirofilariose, a prevenção
é o melhor remédio.
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